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OS LASERS PODEM DESENVOLVER UM IMPORTANTE PAPEL NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES E INFECÇÕES ORAIS ASSOCIADAS


SUMÁRIO

O propósito deste trabalho é mostrar que a doença periodontal atinge números consideráveis de indivíduos, principalmente na população geriátrica que, em decorrência dos avanços obtidos nas áreas de saúde e na melhor qualidade de vida, tem aumentado. A relação entre saúde oral, com destaque para doenças periodontais, e a incidência de doenças sistêmicas na população em geral, principalmente na população geriátrica que requer cuidados especiais, deve ser considerada. Neste trabalho, em função do alto número de ocorrências, as doenças cardiovasculares são enfatizadas. A necessidade de antibióticoterapia na prevenção de Endocardites Infecciosas, e as falhas existentes na prevenção com antibióticos, colocam os lasers como excelentes coadjuvantes neste processo. Trabalhos encontrados na literatura indicam que os lasers são instrumentos eficientes em reduzir as bactérias presentes nas infecções periodontais, levando a uma diminuição de risco de bacteremias transitórias, que poderiam levar a uma Endocardite Infecciosa.

Palavras chaves: infecções periodontais, cardiopatias, antibióticoterapia e lasers.

INTRODUÇÃO

Foram notáveis nas últimas décadas, os avanços científicos e tecnológicos alcançados pelo homem em todos os setores de atividades. Nesta esteira de desenvolvimento, encontram-se também as ciências da saúde. Os novos equipamentos terapêuticos e de diagnóstico permitiram a utilização de novos meios de obtenção da cura ou do controle de muitas doenças que afetam a humanidade.

Também é notável, uma melhora na qualidade de vida das pessoas, que favorecidas com a cura e o controle das doenças, alcançam maior longevidade, causando um aumento acentuado da população geriátrica.

A melhora na qualidade de vida das pessoas passa também, pela manutenção dos dentes que hoje permanecem por mais tempo na boca dos pacientes, pela reposição dentária de dentes perdidos por meio de técnicas protéticas convencionais ou ainda por implantes osteointegrados.

Entre as infecções que afetam a cavidade oral, estão as doenças periodontais que atingem uma grande parcela da população, principalmente as pessoas com idades mais avançadas. As doenças periodontais, além de se constituírem numa das principais causas de dor, de desconforto e de perdas dentárias, aumentam o risco para pacientes portadores de várias doenças sistêmicas como, doenças cardíacas, doenças respiratórias e outras, conforme evidências encontradas na literatura.

Bacteremias transitórias foram observadas, conforme trabalhos publicados, em intervenções dentárias como, exodontias, cirurgias periodontais, raspagem e até mesmo em uma simples sondagem. A presença de bactérias da cavidade oral na circulação sangüínea, aumenta o risco de complicações para pacientes portadores de doenças sistêmicas, com destaque para a Endocardite Infecciosa.

O controle da doença periodontal requer a utilização de técnicas de raspagem, técnicas cirúrgicas, antibioticoterapia e orientação do paciente sobre os cuidados com a higiene oral. Ainda, algumas bactérias presentes nas bolsas periodontais, permanecem na cavidade oral mesmo após os tratamentos periodontais terem sido realizados, e de acordo com a Associação Americana de Cardiologia, muitas destas bactérias são resistentes à antibióticos, perpetuando a doença periodontal presente. A permanência das infeções orais, oferecem riscos adicionais aos pacientes portadores de doenças sistêmicas.

A busca por novos meios, na procura para a solução desta falha no tratamento de periodontopatias, conduziu a odontologia em direção aos lasers. Estes, mostraram-se efetivos em eliminar ou em reduzir as bactérias patogênicas, principais colonizadoras das bolsas periodontais.

Os objetivos principais deste trabalho são: fazer uma revisão na literatura para mostrar a incidência das doenças periodontais na população adulta, evidenciar a relação destas infecções com doenças sistêmicas, mostrar a efetividade dos lasers na eliminação dos patógenos causadores de doenças periodontais, como também, indicar o uso de lasers em terapias curativas e/ou preventivas para pacientes medicamente comprometidos.

REVISÃO DE LITERATURA

Entre as doenças mais comuns que afetam o ser humano, encontram-se as doenças periodontais causadas por infeções bacterianas que atingem de 5 a 30% da população adulta situada na faixa etária de 25 a 75 anos (GENCO, R. J. 2001). São elas causadoras de dor e desconforto, além é claro, de perdas de grande número de dentes em adultos. A relação hoje existente entre doenças periodontais e doenças sistêmicas se tornam cada vez mais evidentes, como por exemplo, doenças cardíacas (GENCO, R. J. 1998), baixo peso de recém-nascidos (OFENBACHER, S. et al. 1996), doenças respiratórias (SCANNAPIECO, F.A. 1998) e possivelmente outras condições sistêmicas (SCANNAPIECO, F.A.; et al, 1998).

Os avanços alcançados atualmente nas áreas de saúde permitem aos cidadãos maior longevidade e como conseqüência natural, ocorreu um aumento da população geriátrica. Ainda, sabe-se que esta população em questão têm conseguido manter seus dentes por mais tempo ao longo da vida, porém, a incidência de doenças periodontais severas neste grupo também cresceu.

As doenças cardiovasculares afetavam de acordo com trabalhos de 1986 e 1990 citados por Genco, mais de 43 milhões de cidadãos americanos da população geriátrica (Genco et al. 2001). Estatística da Associação Americana de Cardiologia atualizada em 1999, apontou que mais de 58 milhões de americanos tem um ou mais tipos de doenças Cardiovasculares e, que estas foram responsáveis por mais de 1 milhão de mortes nos Estados Unidos em 1996 (CONVINSSAR, R. A. 2000).

Em reportagem divulgada no Jornal da APCD em julho de 2002, (TRAVAGLINI, F. 2002), o Dr Roney Sampaio, médico do INCOR, cita que em um levantamento feito neste hospital entre 100 pacientes do SUS, somente 4 pacientes estavam em boas condições de saúde oral. Todos os outros pacientes foram encaminhados ao serviço ondontológico para tratamento periodontal, que segundo o médico, este é um procedimento de rotina adotado pelo INCOR. A Endocardite Infecciosa (EI) é uma infecção causada por micróbios nas válvulas cardíacas, por causas congênitas, uso de próteses cardíacas ou por defeitos cardíacos anatômicos. Entre os microorganismos causadores de EI encontramos bactérias, fungos, ricketsias ou clamídia. Os Streptococcus viridans e Staphylococcus aureus, estão entre os microorganismos mais comumente associados à Endocardite Infecciosa adquirida (YOUNESSI, O. J.; et al 1998). Estes microorganismos podem viver como comensais na cavidade oral em certas ocasiões ou ter sua presença aumentada em decorrência de infecções orais, como as periodontites crônicas (DAJANI, A. S.; et al.1997; BURNE, R. A. 1998; SLOTS, J. 1998; ).

A endocardite infecciosa tem alta taxa de mortalidade e morbidade. Portanto,, recomenda-se a adoção de métodos seguros para prevenção da doença, visto que10% delas são em decorrência de procedimentos médicos e odontológicos (PINERO, J. 1998). Uma boa troca de informações permitirá tanto ao cirurgião dentista como ao médico, proporcionar tratamentos mais adequados e seguros aos pacientes portadores de doenças cardíacas com risco de endocardite bacteriana.

As duas metas que o dentista deve atingir no tratamento de pacientes com doenças cardíacas são: 1) prevenção de Endocardite Bacteriana e Endoarterites em pacientes susceptíveis a esta infecção, 2) administração segura e efetiva de pacientes com doença Cardíaca isquêmica, angina, infarto do miocárdio e hipertensão sistêmica. (CONVINSSAR, R. A . 2000).

Os procedimentos que envolvem manipulação de tecido mole da cavidade oral que resultam em sangramento, podem produzir bacteremias transitórias. De acordo com um estudo in vivo, a sondagem periodontal causou bacteremias transitórias em 43% das pessoas examinadas, concluindo-se que bacteremias podem ser causadas também por procedimentos periodontais não cirúrgicos (DALY, C. et al. 1997). A relação dos diversos tipos de intervenções odontológicas que fazem correlação com a prevalência de bacteremias, segundo o autor é a que segue: nas avulsões dentárias a prevalência variava de 51 a 58%; após raspagem e polimento coronário radicular, de 8 a 80%; nas profilaxias dentárias, de 0 a 40%, após cirurgias periodontais, de 36 a 88%; e em procedimentos endodônticos, de 0 a 15% (ADDE et. al. (1993). Também, há fortes evidências de que bacteremias odontogênicas transitórias possam ocorrer por escovação dentária, uso de palito e fio dental, hidroterapia bucal ou durante a mastigação de alimentos em pacientes portadores de doenças periodontais (DAJANI, A. S. et al 1997; STROM, B. L. et al. 1993). Nem todas as bacteremias odontogênicas transitórias são significativas, porém, a incidência e a gravidade destas aumentam significativamente na presença de infecções orais e/ou periodontais, havendo ou não manipulação de tecidos da cavidade oral (DAJANI, A. S. et al 1997; FRANCIS, J.L .1998). Em geral as bacteremias não persistem por mais de 15 minutos, mas elas são potencialmente mais perigosas para pacientes portadores de cardiopatias valvares.

De acordo com as recomendações da American Heart Association (AHA) de 1997, os procedimentos dentários que oferecem maior risco de bacteremias são os que se seguem: Exodontias; colocação de implantes e reimplantação de dentes; procedimentos periodontais cirúrgicos e não-cirúrgicos; instrumentação endodôntica além do ápice radicular ou cirurgia endodôntica ; colocação inicial de bandas ortodônticas; injeções no intraligamento periodontal; profilaxia quando o sangramento é esperado; colocação subgengival de fibras ou fitas com antibióticos. Há portanto, recomendação para o uso profilático de antibióticos quando da realização dos procedimentos odontológicos citados nos pacientes considerados de alto risco.

BALTCH et al. (1988), relatam que em avulsões dentárias, 37% dos pacientes apresentavam bacteremias nos primeiros 5 minutos e que este número se reduzia a 13% após 30 minutos e FEKETE, T. (1990), observou que estes números caiam para 17 e 5% respectivamente, quando o paciente recebia tratamento profilático com antibióticos. A profilaxia antibiótica sistêmica diminui o risco de Endocardite Infecciosa, mas não elimina por completo a sua ocorrência, devendo estar o clínico alerta aos sintomas associados a essa condição, como por exemplo, febres persistentes (DAJANI, A. S. et al. 1997; American Dental Association, 1989; BALTCH, A.L. et al. 1988; STEINBERG, B.J. 1986).

Havendo a realização de cirurgias para colocação de próteses valvulares, poderão estes pacientes necessitar de tratamento odontológico antes e após as cirurgias. Os focos de infecção oral presentes ou em potencial devem ser eliminados antes da cirurgia (MULLIGAN, R. 1985). As doenças periodontais devem ser tratadas, os dentes com diagnóstico duvidoso devem ser extraídos e o paciente deve receber orientação sobre os cuidados que deverá tomar para manter a sua saúde oral, antes e depois da realização da cirurgia cardíaca. Os procedimentos odontológicos deverão ser realizados preferentemente com duas semanas de antecedência, fazendo-se o uso de atibioticoterapia sistêmica para realização dos mesmos. Após a realização de cirurgias cardíacas, principalmente nos 6 primeiros meses, os tratamentos odontológicos de risco não estão indicados. Posterior a este período, poderão tais procedimentos serem realizados com os devidos cuidados recomendados e em cooperação com médico do paciente.

A inclusão de um serviço odontológico em hospitais para tratamentos de pacientes medicamente comprometidos, que requerem cuidados especiais como: portadores de doenças cardiovasculares, que fazem uso de anticoagulantes, com risco de endocardite infecciosa, hipertensos, com risco para hiperplasia gengival, portadores de HIV, recebendo quimioterapia e/ou radioterapia, é uma boa medida. Ainda, a inclusão de lasers dentais no tratamento destes pacientes podem trazer muitos benefícios (CONVINSSAR, R. A. 2000). Aplicações de luz laser se estendem a muitos segmentos de atividades, dentre os quais, as aplicações médicas e odontológicas. O uso de lasers para aplicações odontológicas tem sido avaliado nas últimas quatro décadas, e as primeiras referências na literatura têm sido creditadas a Stern e Sognnaes (1965), quando irradiaram e avaliaram os efeitos da irradiação laser sobre esmalte e dentina. Já em 1967, ocorreram as primeiras publicações referentes aos efeitos não térmicos da luz laser sobre células e tecidos, estas, creditadas ao grupo do Mester. O primeiro artigo sobre o Laser de Neodímio pulsado em cirurgia periodontal, somente foi publicado por Myers et. al. em 1989.

Encontram-se no mercado vários os tipos de equipamentos lasers que podem ser utilizados para aplicações médicas e odontológicas diversas, e dentre eles o laser de Nd:YAG.

O laser de Neodímio opera em regime pulsado e seu comprimento de onda está situado em 1064 nm, na região do Infravermelho próximo no espectro eletromagnético. Este laser utiliza fibras ópticas como sistema de entrega de feixe e sua radiação laser emitida tem grande afinidade com tecidos pigmentados. Esta característica faz com que o laser de Nd:YAG seja especialmente útil em reduzir ou eliminar os patógenos comumente associados com a periodontite O valor agregado em aplicar o laser em bolsas periodontais, está em aumentar a redução bacteriana. Este procedimento é acompanhado de boa hemostasia, e sendo usado com potência apropriada baixa, freqüentemente evita a necessidade de anestesia. Há também evidencias de que a curetagem periodontal complementada com o laser é efetiva em prevenir bacteremias antes da realização de cirurgia cardiovascular (BADER, H.I. 2000).

Embora os lasers estejam sendo usados em terapias periodontais por mais de 10 anos, muitos odontólogos ainda conhecem pouco sobre o enorme potencial desta forma de terapia. A relativa ausência de dor, a facilidade de uso, e a especificidade local do laser, faz dele um instrumento de grande ajuda para o periodontista.

O laser de Nd:YAG é utilizado em cirurgias de tecidos moles da cavidade oral como: gengivectomia, gengivoplastia, frenectomia, entre outras, e também em tratamentos endodônticos, restauradores e preventivos. Tem como principais vantagens, a hemostasia, a aceleração do processo de cicatrização da ferida cirúrgica, não requer sutura da cirurgia na maioria das vezes, torna a ferida cirúrgica estéril, e ainda atua como um bom coadjuvante no alívio da dor.

MURPHY, D.G. (1993), relatou a eficiência deste laser na remoção quase completa do epitélio sulcular de bolsas periodontais, bem como a eliminação de grande número de bactérias da bolsa, além de retardar por períodos mais longos o surgimento destas colônias de bactérias, quando comparadas com terapias periodontais convencionais. Em função dos resultados por ele obtido, recomendou seu uso no tratamento de peridondites leves e moderadas, como um excelente e eficaz coadjuvante da terapia convencional.

CHAN, y. & CHIEN, R. (1994), confirmaram resultados similares ao verificar que houve uma redução drástica da quantidade de bactérias das bolsas periodontais após irradiação laser, e que as bactérias de pigmentação negra não foram encontradas. Ainda, neste mesmo trabalho verificou-se que os principais patógenos causadores de doenças periodontais, não foram encontrados em exames realizados seis semanas após, no grupo que recebeu tratamento laser, enquanto que, no grupo controle já se constatava a recolonização de bolsas periodontais por estas bactérias.

COBB, C.M. et al. (1992), realizou estudo In Vivo, indicando que houve redução dos níveis de Actinobacillus actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis e Prevotella intermedia, patógenos causadores de doenças periodontais, no pós-tratamento realizado com laser em comparação com os níveis do pré-tratamento, concluindo que o laser Nd:YAG usado para esta finalidade é de grande valor terapêutico.

GOLD, S.I. & VILARD, M.A . (1992 ), também citaram a utilização do laser de Neodímio para remoção completa do epitélio da bolsa e recomendaram a sua utilização como paliativo para pacientes cardíacos.

PINERO, J. (1998), realizou curetagem laser antes de procedimentos cirúrgicos orais, incluindo extrações. Os pacientes tratados desta maneira mostraram 0% de bacteremia após extração e após cirurgia periodontal. Os pacientes não tratados no pré-operatório com curetagem laser tiveram em média 52% de positivo nas culturas de sangue. Este estudo preliminar mostrou a habilidade do laser em diminuir a incidência de bacteremias após procedimentos intra-orais.

De acordo com alguns trabalhos citados por Jorge Pinero em março de 1998, algumas bactérias localizadas no sulco periodontal de pacientes portadores de doenças periodontais são resistentes à grande número de antibióticos. Para pacientes que irão se submeter a determinadas cirurgias, o risco de contrair endocardite bacteriana deve ser avaliado. Segundo o autor, o esquema profilático proposto pela American Heart Association, pode falhar em função da resistência de algumas bactérias aos antibióticos, oferecendo um risco para a vida dos pacientes. Ainda, de acordo com o autor, a profilaxia com antibióticos para prevenção de bacteremias não é 100% efetiva, e o uso de lasers para eliminar bactérias de origem oral por meio de profilaxia de bolsas periodontais, é bastante efetivo em reduzir substancialmente o risco. Para Pinero, estudos duplo-cegos mais bem controlados deste tipo, podem por fim nos protocolos de cobertura com antibióticos de alguns pacientes.

DISCUSSÃO

A relação existente entre doenças sistêmicas e doenças periodontais nos impõe altos desafios mediante os novos paradigmas tecnológicos e científicos das áreas de saúde que se encontram em grande fase de transição. Se por um lado, ocorre um maior controle das doenças aumentando a sobrevida dos pacientes, por outro lado, o aumento da população geriátrica portadora de doenças sistêmicas e que requerem cuidados especiais por serem medicamente comprometidas, sugere; a) um maior preparo do cirurgião dentista para o tratamento desta população em números crescentes; b) que os mesmos lancem mão de procedimentos já bem estabelecidos e agreguem também outras alternativas que se possam somar c) que procurem estabelecer também um intercâmbio mais estreito com a medicina de modo geral e em especial com a cardiologia.

A necessidade de promover a saúde oral fica evidente, nesta visão mais abrangente dos vários aspectos que envolvem tratamentos de pacientes de alto risco. O uso da antibioticoterapia embora se faça necessária, além das possíveis falhas conforme trabalhos citados (DAJANI, A. S. et al. 1997; PINERO, J. 1998; American Dental Association ,1989; BALTCH, A.L.;et al. 1977), traz também outros inconvenientes como: resistência bacteriana, custos, alergias, desenvolvimento de fungos em pacientes imunodeprimidos e outros efeitos colaterais. Outro inconveniente que se apresenta à profilaxia com antibióticos é a falha no esquema terapêutico por esquecimento, impossibilidade e/ou irresponsabilidade do paciente ou pessoa responsável.

A facilidade do uso de lasers, principalmente do laser do Nd:YAG, em função de suas características físicas, permitindo uma boa interação com os patógenos causadores das doenças periodontais e também do seu sistema de entrega de feixe, fazem dele uma boa opção. Os trabalhos clínicos diários desenvolvidos em nossa clínica particular, nos credenciam a dizer que a manutenção da saúde oral de pacientes tratados com laser é mais fácil e de maior durabilidade, comparados com os tratamentos convencionais, confirmando os resultados obtidos nos trabalhos realizados por BADER, H.I. (2000) e por MURPHY, D. G. (1993).

CONCLUSÕES

1) Os profissionais da área de saúde devem estar preparados para os desafios que se apresentam em função dos novos paradigmas.

2) Os lasers se constituem em ferramentas valiosas no tratamento de pacientes que requerem cuidados especiais.

REFERENCIAS

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