Dia
Nacional da Paralisação ao Atendimento aos usuários de Planos de
Saúde por Cirurgiões-Dentistas e Médicos
Os
Cirurgiões-Dentistas e Médicos de todo o País são convocados a
suspenderem o atendimento aos usuários de planos e seguros de saúde
no próximo 7 de abril - Dia Mundial da Saúde.
Ciente
de que as reivindicações dos Cirurgiões-Dentistas são exatamente
as mesmas que as da classe médica, o Conselho Regional de
Odontologia do Paraná, em conjunto com ABO-PR e SOEPAR, decidiu
aderir ao movimento nacional de paralisação e, desde já, solicita
a todos profissionais do Paraná que paralisem suas atividades de
atendimento aos usuários de planos de saúde na referida data. Os
Cirurgiões-Dentistas e Médicos exigem três reivindicações:
reajuste dos honorários odontológicos pelos valores da CBHPO;
inserção dos critérios de reajuste nos contratos e obrigatoriedade
de reajuste periódico dos honorários odontológicos, a ser
arbitrado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Assim, os
pacientes previamente agendados deverão ser atendidos em nova data,
com exceção para os casos de urgência e emergência, que deverão
receber a devida assistência. A convocação das entidades
odontológicas e médicas enfatiza que o objetivo da paralisação é
protestar contra a forma desrespeitosa com que os profissionais de
saúde e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no
setor, já que os planos de saúde interferem diretamente criando
obstáculos para o correto atendimento, pagando preços irrisórios
pelos procedimentos, glosando a solicitação de exames e fazendo
pressão para a redução dos procedimentos. Os contratos entre as
operadoras e os profissionais de saúde também primam por
irregularidades, estando em desacordo com as normas estabelecidas
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Nos últimos dez
anos, os reajustes dos honorários têm sido irrisórios, enquanto os
planos aumentaram suas mensalidades bem acima da inflação. A
paralisação é um alerta à sociedade, pois a situação é hoje
insustentável, com riscos de sérios prejuízos à saúde e à vida
daqueles que decidiram adquirir um plano em busca de assistência de
qualidade. As empresas prestadoras de serviços de saúde precisam
urgentemente entender e atender às reivindicações das entidades
que representam os profissionais de saúde, estabelecendo regras
contratuais claras, que respeitem a autonomia desses profissionais e
definam critérios e periodicidade de reajustes dos honorários a
serem pagos àqueles que levam cuidados de saúde à
população. Defendemos ainda que a ANS exerça seu papel
fiscalizador, exigindo dos planos de saúde o cumprimento da
regulamentação.
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